
Eu estou em construção, em branco, não posso ler minha mente, sou indefinida. Estou apenas começando, a caneta está em minha mão terminando o não planejado. Encarando a página em branco na minha frente eu abro a janela suja e deixo o sol iluminar as palavras que não posso achar e sequer posso falar...
Em pensar que tentei tanto alcançar alguém a distância, fiquei tão próximo, que pude provar as dores das que vieram antes de mim...
Liberto as inibições, sinto as lágrimas na pele, ninguém pode senti-las por mim, somente eu posso deixá-las cair. Ninguém mais!
Ninguém mais pode dizer as palavras que eu prefiro calar. Então, me molho em palavras não ditas, vivo minha vida com braços abertos e me engasgo com o que eu não consigo engulir.
Hoje é o dia em que meu livro começa, o resto ainda está em branco...
No fim, há de dar tudo certo!

